Comportamentos
-
-
3,2 • 6 avaliações
-
Descrição da editora
Qual é a vida dos seus sonhos? O que você faria se conseguisse?
O que aconteceria se a humanidade fosse julgada por seu comportamento?
O que acontece quando duas mulheres descobrem que estão grávidas? Uma delas quer o bebê, mas a outra não.
O que leva uma pessoa a atos irresponsáveis e sem limites?
O que acontece com uma adolescente incrível que não tem apoio de seus pais?
Essas perguntas são respondidas em cinco contos:
A vida dos meus sonhos.
O julgamento da humanidade.
Duas vidas
Sem limites
Sem apoio
Você saberá e sentirá o que os personagens sentiram.
Você conhecerá muitas faces do comportamento humano.
Você entrará em cinco mundos diferentes…
Avaliações de clientes
Um potencial desperdiçado. Escrita preguiçosa.
Se fosse possível, eu daria 0 estrelas. O livro, com sua repetição excessiva de “cerca de 40 anos” ou “um homem negro, de meia-idade”, com menções aleatórias a cor de pele e críticas sociais extremamente rasas, causa uma canseira terrível durante a leitura.
Você não consegue se conectar a nenhum personagem, porque é perceptível a pressa do autor em terminar sua ideia principal, e aí tanto os personagens quanto as ideias são escritas de maneira preguiçosa. Nada faz sentido
A parte do julgamento da humanidade teve potencial para ser bom, mas parece que é uma grande piada entre o juízo final e uma série de posts do Quebrando o Tabu. E como mencionei antes, fica impossível se identificar com qualquer personagem quando as únicas informações que temos são: nome, provável idade (nunca é nada certeiro), gênero e nacionalidade.
O representante do Japão foi descrito da mesma maneira que TODOS os personagens do livro, seguindo a fórmula mágica do gênero + idade + nacionalidade + idade incerta : “O representante do Japão, um homem asiático de meia-idade”.
Na parte da apresentação dos representantes dos países por continente, também houve chance de explorar a mensagem e o que sobrou foram mensagens vazias sobre poluição, machismo, violência e preconceito. Parece que o livro saiu do um documento desenvolvido às 3 da manhã no Wattpad pós leitura de alguns posts no Instagram sobre como é errado assasinar minorias.
A narrativa é completamente desconexa e no final você fica se perguntando: o que exatamente eu deveria associar daqui? E por que os negros estão sendo representados como pessoas que não sofrem e os brancos estão sendo hostilizados por suas famílias?
Nada nunca foi tão incoerente quando a história da Ângela e da Erica (nem me lembro se são esses nomes mesmo, então dá pra ter noção de quão memorável foi o capítulo). Onde já se viu um casal branco não ligar para reputação e apenas dinheiro?
No caso do Alan, o menino que o pai sempre salvava ele dos problemas. Na cena que vai haver um dos julgamentos, o promotor (ou juíz, sei lá) chega perguntando: “o que temos pra hoje?”. Claramente o autor não viu séries investigativas o suficiente tampouco fez questão de ler o mínimo sobre como funciona um julgamento, pra pelo menos deixar um pouco realista pra quem fosse ler. O autor teve a chance de explorar 5 universos diferentes, e a única coisa que me lembro (além das descrições incertas dos personagens e a escrita corrida) é a crítica vazia em cima da frase “Você sabe como as coisas são no Brasil”.
Como disse antes: começo péssimo, personagens que você não consegue se identificar e universos totalmente mal construídos, digno de comparar a furos de universo dos filmes de Harry Potter.