Epicuro, Cartas e Princípios

Cartas a Meneceu, Pítocles, Heródoto e 40 Principais Doutrinas

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Descrição da editora

Este livro contém os textos fundamentais do Epicurismo:


1) Principais Doutrinas de Epicuro – Princípios

2) Carta a Heródoto, sobre física atômica

3) Carta a Pítocles, sobre astronomia

4) Carta a Meneceu, sobre a Felicidade



Uma geração depois de Aristóteles, Epicuro argumentou que conforme os átomos se moviam através do vazio, havia ocasiões em que eles "desviavam-se" de seus caminhos de outra forma determinados, iniciando assim novas cadeias causais. Então a intuição de Epicuro acerca de uma aleatoriedade fundamental estava correta. Assim como a intuição de Demócrito de átomos no vazio foi confirmada pela física moderna, também o desviar de Epicuro foi confirmado pela física quântica.

A carta a Pítocles é a segunda da trilogia de cartas que Epicuro escreveu para resumir os aspectos centrais de sua filosofia. Em contraste com a carta a Heródoto, esta carta focaliza o problema de explicar as coisas que vemos no céu, em vez de assuntos que estão diretamente diante de nós aqui na terra.

Esta mudança de foco nos permite ver um dos aspectos mais essenciais do Cânone de Epicuro sobre a verdade. Os fenômenos celestes são exemplos clássicos de assuntos sobre os quais temos apenas provas limitadas. Nessas situações, onde a evidência não é suficiente para chegar a uma conclusão com certeza, o homem sábio deve se abster de pronunciar julgamento, e deve "esperar" por evidências adicionais. Entretanto, a menos que e até que mais provas sejam encontradas, o sábio será muito cuidadoso ao classificar uma teoria como verdadeira ou falsa. Ele pronunciará apenas que algumas teorias são possíveis, porque estão de acordo com a evidência, ou que algumas teorias não são possíveis, porque entram em conflito com a evidência, ou que algumas teorias, que são possíveis, são mais prováveis que outras, devido ao peso da evidência que suporta cada uma delas.

Embora saibamos agora que, em relação ao tamanho do sol, Epicuro vaticinou de forma equivocada, o método de pensar que ele empregava continua sendo válido, e estudando seu raciocínio podemos observar a aplicação de várias das mais importantes regras canônicas de Epicuro.

Primeiro, onde as evidências são conflitantes, a certeza não deve ser alegada.

Segundo, onde uma nova teoria supõe uma questão que entraria em conflito com um fato previamente estabelecido com convicção, a nova teoria deve ser rejeitada. A suposição dos platonistas, de que o sol era de tamanho imenso, foi baseada em parte em sua teoria de que o sol era um deus. Para Epicuro, o ato de lançar-se pelo espaço, como uma imensa bola de fogo, entraria em conflito com as expectativas dos homens da natureza divina como calma e bem-aventurada, por isso a suposição deve ser rejeitada.

Assim, na questão que era de suprema importância para a vida humana, a de saber se o sol e as estrelas são deuses que controlam os assuntos dos homens, o método epicureano levou à conclusão correta, enquanto que o racionalismo platônico levou à conclusão errada. Mesmo sem as ferramentas da ciência moderna, Epicuro havia determinado corretamente que, não importando seu tamanho, o sol e as estrelas não eram deuses a serem adorados. Em contraste, os Platonistas, carregando a bandeira da lógica matemática, concluíram que o sol e as estrelas eram enormes e também deuses que guiavam os assuntos dos homens.


Aqueles que são tentados a descartar Epicuro, por causa dos erros, são melhor respondidos por Cícero, que escreveu há dois mil anos, a seguinte passagem:


"Você se diverte pensando que Epicuro era inculto. A verdade é que Epicuro se recusou a considerar qualquer educação digna desse nome se não nos ensinasse os meios para viver feliz. Será que Epicuro se ocupou, como Platão, com música e geometria, aritmética e astronomia, que na melhor das hipóteses são meras ferramentas, e que, se partem de falsas premissas, nunca podem revelar a verdade ou contribuir em nada para tornar nossas vidas mais felizes, e portanto melhores? Será que Epicuro estudou as artes limitadas, como estas, e negligenciou a arte mestre, tão difícil, mas correspondentemente tão frutífera, a arte de viver? Não! Não era Epicuro que estava desinformado. Os realmente incultos são aqueles que nos pedem para continuar estudando, até a velhice, as matérias que deveríamos ter vergonha de não ter aprendido quando éramos crianças"!


Trechos:


“3. A magnitude do prazer atinge seu máximo limite na remoção de toda dor. Quando o prazer está presente, desde que seja ininterrupto, não há dor nem do corpo, nem da mente, nem de ambos ao mesmo tempo”

“Que ninguém se demore a buscar a sabedoria quando for jovem, nem se canse na busca dela quando envelhecer. Pois nenhuma idade é muito cedo ou muito tarde para a saúde da alma.” 

“Não se trata de uma sucessão ininterrupta de bebedeiras e folias, nem de ato sexual, nem de prazeres de mesa requintada, que produzem uma vida agradável; é raciocínio sóbrio, buscando os fundamentos de toda escolha e abstenção, e banindo aquelas crenças pelas quais as maiores perturbações tomam posse da alma.” 

GÊNERO
Não ficção
LANÇADO
2019
20 de dezembro
IDIOMA
PT
Português
PÁGINAS
106
EDITORA
Montecristo Editora
VENDEDOR
Montecristo Publishing LLC
TAMANHO
1,3
MB

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