Face a Face Face a Face

Face a Face

Jornalismo de opinião em tempos de bolsonarismo

    • R$ 42,90
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Descrição da editora

Este livro reúne textos escritos desde a ascensão do candidato Jair Bolsonaro até o auge da pandemia da Covid-19 e do bolsonarismo, dois males que devastaram o Brasil recente e deixaram sequelas que continuam a produzir os seus terríveis efeitos. Foram tempos de dor, de isolamento, de divisão, de fratura social e de censura.



O jornalismo de opinião enfrentou um novo momento sombrio. Como ensinara o escritor franco-argelino Albert Camus às vésperas da Segunda Guerra Mundial, era preciso se manter lúcido e perseverante, recorrendo à ironia, quando possível, para denunciar a tentação autoritária que se espalhava e prenunciava o que viria em 2023, a tentativa de golpe de Estado para manter no poder o derrotado nas urnas Jair Bolsonaro, o presidente da República que ria e debochava dos que sofriam com a Covid-19. O mais importante era conseguir dizer não, recusar o inaceitável, opor-se ao horror político.



Uma válvula de escape foi o Facebook. Num espaço intitulado "Face a Face", um cara a cara virtual e uma relação Facebook a Facebook, textos incômodos, inconvenientes, impertinentes, impublicáveis, incontidos, inconformados, foram alojados nesse espaço alternativo pelo autor desta obra, jornalista hoje com 40 anos de carreira, os últimos 25 dedicados a colunas de opinião e à análise da vida política brasileira. Alcançado pelo coronavírus duas vezes, em março/abril de 2020 e em novembro de 2022, com duas hospitalizações, Juremir Machado da Silva contabilizaria também duas demissões, da Rádio Guaíba, em agosto de 2020, e do Correio do Povo, em janeiro de 2022. Pouco mais e, como se brinca, pediria música no Fantástico.



Foram anos de embate com Jair Bolsonaro e seus adeptos. É comum que se pague caro por perceber muito cedo o que depois será tarde para lamentar. Os textos deste livro mostram que desde o começo o bolsonarismo sinalizou claramente o que era, seria e como se comportaria: uma doutrina política ultraconservadora, extremista, reacionária, anti-iluminista, nostálgica da ditadura militar implantada no Brasil em 1964.

Sem vinculação partidária e convencido de que jornalismo e militância são coisas muito diferentes, o autor atuou movido por um princípio incontornável: diante das ameaças à democracia é preciso se posicionar. A independência é o padrão-ouro do jornalismo. Independência significa estar sempre pronto para criticar/elogiar uns e outros.



Bolsonaro e o bolsonarismo não deixavam escolhas: era preciso se manifestar contra os seus ataques cotidianos aos valores democráticos, ainda que o preço final fosse a exclusão, o ostracismo, o silenciamento. A missão foi cumprida. Restam as marcas.

GÊNERO
Profissional e técnico
LANÇADO
2025
5 de outubro
IDIOMA
PT
Português
PÁGINAS
227
EDITORA
Editora Sulina
VENDEDOR
Bookwire Brazil Distribuicao de Livros Digitais LTDA.
TAMANHO
2,4
MB
Conhecimento em rede Conhecimento em rede
2022
1930 1930
2011
Raízes do conservadorismo brasileiro Raízes do conservadorismo brasileiro
2017
História Regional da Infâmia História Regional da Infâmia
2010
A memória e o guardião A memória e o guardião
2020
Jango: A Vida E A Morte No Exílio Jango: A Vida E A Morte No Exílio
2013