• R$ 17,90

Descrição da editora

Publicado pela primeira vez em 1971, Felicidade clandestina reúne 25 contos que falam de infância, adolescência e família, mas relatam, acima de tudo, as angústias da alma. Como é comum na obra de Clarice Lispector, a descrição dos ambientes e das personagens perde importância para a revelação de sentimentos mais profundos. "Felicidade clandestina" é o nome do primeiro conto. Como em muitos outros, é narrado na primeira pessoa, e mostra que o prazer da leitura é solitário e, quando difícil de ser conquistado, torna-se ainda maior. A história, como outras do livro, acontece no Recife, onde a autora passou sua infância.

Temas caros ao universo clariceano estão presentes neste livro: a relação mágica com os animais, a descoberta do outro, as inúmeras possibilidades de se escrever uma história, a presença do inesperado no cotidiano previsível. Nos textos de cunho autobiográfico é possível flagrar, por exemplo, momentos da infância marcados pelos sentimentos mais diversos; da euforia das descobertas ao choque das frustrações, como em "Restos do carnaval" ou em "Cem anos de perdão".

Entre os 25 contos de Felicidade clandestina, há textos originalmente publicados em jornal e outros que faziam parte dos livros A legião estrangeira, Para não esquecer e A descoberta do mundo. A maioria trata de recordações familiares e de infância, mas todos testemunham os mais profundos segredos da alma humana.

GÊNERO
Ficção e literatura
LANÇADO
1998
4 Agosto
IDIOMA
PT
Português
TAMANHO
160
Páginas
EDITORA
Rocco Digital
VENDEDOR
DLD Distribuidora de Livros Digitais
TAMANHO
1.7
MB

Opiniões de clientes

Rosemiro Júnior ,

Felicidade Clandestina - ponto de vista por um jovem leitor

A coletânea de contos presente neste livro se desenvolvem de forma natural, simples e caricatural, porém com o “Quê” único de Clarice, elevando o decorrer das estórias, de modo que o leitor submerge por completo no universo particular de cada personagem.
Os contos originam-se em camadas tão profundas, sendo que cada frase tem seu próprio grau de intensidade.
A subjetividade brinca com os elementos literários, deixando uma porta aberta para interpretações diversificadas.
Gostaria de ressaltar o conto “O ovo e a galinha” onde não compreendi o contexto e o ponto de visão central, confesso. Busquei diversas explicações, até encontrar
uma entrevista da própria Clarice que a mesma diz:
“-Nunca entendi este conto, acho que deve ser interpretado da maneira que o leitor desejar, podendo ser caótica, ou apaziguadora!”
Considero então que, a escrita de Clarice é caótica, em contraste com a sutileza.
Simplesmente Fantástico!

Mais livros de Clarice Lispector