Sobre o Aneurisma
Reflexões e observações anatomo-cirúrgicas
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Descrição da editora
Antes de 1804, aneurisma era uma palavra que descrevia um inchaço: a artéria dilatada, sem que ninguém soubesse por quê. Antonio Scarpa, professor em Pavia, abriu as artérias doentes uma a uma e mostrou que a dilatação é o efeito, não a causa: o que há antes é doença das túnicas do vaso, com ulceração da íntima e depósitos que hoje chamamos de ateroma. Sustentou que todo aneurisma nasce de uma ruptura, descreveu o da aorta e o da poplítea, e publicou tudo com quinze pranchas em tamanho natural, desenhadas por Faustino Anderloni, que estão entre as mais belas da história da cirurgia. É o elo que faltava entre a ligadura de John Hunter e o que se faz hoje com endoprótese. Tradução integral, feita diretamente do italiano de 1804, com as quinze pranchas reproduzidas do exemplar original e comentário ao fim de cada capítulo por um cirurgião vascular que opera aneurismas. Volume 10 da Coleção Anamnese: Clássicos da Medicina Comentados.