Mulheres Emparedadas
CONFISSÕES DA PANDEMIA
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- R$ 19,90
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Descrição da editora
O que acontece quando "fique em casa" vira uma parede?
Para milhões de mulheres brasileiras, a pandemia da Covid-19 não foi pausa nem recolhimento: foi acúmulo. Jornada de trabalho remunerada, mal remunerada e não paga se somaram dentro das mesmas quatro paredes. Veio o luto em cada município, a exaustão sem materialização, a fome, o desemprego, a violência doméstica contra crianças e adolescentes que tinham na escola o último refúgio. E veio a solidão de quem cuida de todo mundo e não é cuidada por ninguém.
Vinte e três escritas, uma trincheira comum.
Mulheres emparedadas: confissões da pandemia reúne testemunhos de mulheres brancas, negras, indígenas e periféricas que decidiram escrever o que sentiram. Não é análise distante: é escrita autoetnográfica, confessional e emotiva, feita de vidas reais. Rascunhos de madrugada, receitas, conversas com a vizinha, o filho, a mãe. E também o desespero, a indignação com o descaso de dirigentes, a pergunta de 2021 sobre a quem seriam acessíveis vacinas e remédios.
Escrever para incomodar.
O livro se apoia na escrevivência de Conceição Evaristo, que não serve para ninar os da casa-grande, e sim para incomodá-los em seus sonos injustos. Dialoga com Michelle Perrot sobre o apagamento histórico das escritas de mulheres, com Adélia Prado sobre a mulher desdobrável, com Frantz Fanon e Neusa Santos Souza sobre o silenciamento da dor negra. O posfácio de Maria Santana Milhomem nomeia o desafio de ser mulher negra em espaço de poder: provar competência o tempo inteiro, mesmo tecnicamente capacitada.
Um documento de época que não envelhece.
Organizado por Gleys Ially Ramos, com apresentação de Maria Aparecida de Matos, o volume interessa a quem estuda gênero, feminismo, interseccionalidade, saúde coletiva e memória da pandemia, e a qualquer leitora que reconheça a própria casa nessas páginas.
Leia as mulheres que dividem as trincheiras com você. 280 páginas de memória, denúncia e rebeldia sobre o tempo em que o mundo parou e elas não puderam parar.