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Durante a terceira reuniao anual de presidentes sul-americanos, realizada em Brasilia em 23 de maio e que marcou a oficializacao e estruturacao da Unasul (Uniao das Nacoes Sul-Americanas), o presidente brasileiro declarou ser isso a realizacao de um sonho. Mais do que maior integracao entre os paises da regiao, estar-se-ia vivenciando uma mudanca no "tabuleiro do poder mundial", uma vez que uma America do Sul integrada passaria a ter maior capacidade politica no cenario internacional. No entanto, deve-se ter em conta que o processo de integracao buscado mostra-se repleto de problemas mesmo antes da sua entrada em vigor, pois, alem de pendencias entre as nacoes terem sido relegadas a um segundo plano, os mecanismos decisorios acertados (necessidade de consenso no Conselho de Chefes de Estado e de Governo, por exemplo) devem estancar acoes efetivas desse novo orgao. Motivacoes e percepcoes nao devem ser deixadas de lado: as nacoes sul-americanas tem anseios diferentes e, ainda que aparentemente engajem-se em processos de integracao, isso e devido ao fato de que buscam diferentes objetivos na mesma, e que podem ser ate mesmo conflitantes, comprometendo o grau de efetividade necessario para o intento de uniao. A Unasul conglomeraria as 12 nacoes da America do Sul, criando um mercado de algo em torno de 360 milhoes de pessoas e um PIB somado de aproximadamente 2,5 trilhoes de dolares. Buscaria, primordialmente, a integracao fisica e energetica do continente, a criacao de area de livrecomercio, a coordenacao politica e cooperacao em varios campos. Contaria com uma secretaria-geral estabelecida em Quito (no Equador), um parlamento unico em Cochabamba (Bolivia), uma presidencia temporaria, um conselho de chefes de estado e de governo (orgao maximo, deliberativo, que necessitara de unanimidade para a tomada de decisoes), um conselho de ministros de relacoes exteriores e um de delegados. O Conselho Energetico da America do Sul, criado em abril de 2007, passa a ser parte da Unasul. O Conselho de Defesa, que foi uma proposta brasileira com vistas a elaboracao conjunta de politicas na area de seguranca, depois de ter sido rejeitado pela Colombia, passara por nova analise de um grupo de trabalho que devera manifestar-se 90 dias apos a assinatura do tratado de criacao.

GENRE
Politics & Current Events
RELEASED
2008
June 1
LANGUAGE
ES
Spanish
LENGTH
8
Pages
PUBLISHER
Instituto Brasileiro de Relacoes Internacionais
SELLER
The Gale Group, Inc., a Delaware corporation and an affiliate of Cengage Learning, Inc.
SIZE
59.3
KB

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