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A presença da cultura francesa foi marcante no mundo inteiro durante muito tempo.

Bens simbólicos e materiais da França chegavam aos quatro cantos do planeta, trazendo consigo as marcas de um eurocentrismo que se julgava universal.


No Brasil, essa cultura floresceu a partir do século XIX e implantou-se, de maneira dominante, durante mais de cem anos, até começar a perder a hegemonia para a cultura norte-americana. Foi, entretanto, na virada do século, que as marcas francesas se fizeram mais evidentes, provocando a inserção compulsória do Brasil na Belle Époque.


Naquele momento, o Rio de Janeiro, a Capital Federal, moderniza-se, sob o signo do cosmopolitismo parisiense, que mal se adapta a uma cidade ainda de feição colonial. O Rio, então, imita Paris, a Cidade-Espelho.


Nesse processo de modernização, aqui autoritário e excludente, é que João do Rio, um dos intelectuais mais identificados com a cultura europeia e, em especial, com a francesa, produz sua prolífica obra.


Por este viés, este trabalho quer captar as imagens de Paris nos trópicos, privilegiando a crônica desse repórter-flâneur. Copiando Paris, descreve ele o Rio de Janeiro, não só para mostrar o lado chic das camadas aburguesadas, mas também para dramatizar os aspectos da miséria que as reformas modernizadoras tentavam esconder.

GENRE
Fiction & Literature
RELEASED
2017
August 23
LANGUAGE
PT
Portuguese
LENGTH
300
Pages
PUBLISHER
Vermelho Marinho
SIZE
6.1
MB