Rifqa Rifqa

Rifqa

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Obra de estreia do poeta, ativista e jornalista Mohammed El-Kurd, esta coletânea de poemas mobiliza o verso como ferramenta de denúncia do colonialismo, da expulsão forçada de palestinos e do trauma gerado pela Nakba.



O cerne deste manifesto lírico é sua avó, Rifqa El-Kurd, uma mulher centenária que sobreviveu a expulsões sucessivas e tornou-se o símbolo da resiliência palestina. Rifqa é a bússola moral da obra e a chave para compreender a subversão de sua linguagem: é ela quem ensina ao neto que as frases devem ser lançadas como mísseis contra a opressão.



A escrita de El-Kurd é deliberadamente fragmentada e visceral, recusando o vocabulário "não enviesado" que suaviza a ocupação. Assim, a poesia se torna um ato de "plantar uma bomba no jardim", um disfarce para verdades que o Ocidente não quer ouvir. Em Rifqa, o jovem poeta já anuncia os temas que vai desenvolver quatro anos depois em Vítimas perfeitas, e a política do apelo (Tabla, 2025), uma ode à resistência do povo palestino, uma voz nova que aponta, expõe e dilacera o velho e persistente projeto colonial.



El-Kurd define o bairro de Cheikh Jarrah como um "microcosmo do colonialismo de assentamento", um espaço onde se manifestam de forma nítida as políticas de limpeza étnica, apartheid e expropriação sistemática. Em sua narrativa pessoal, Cheikh Jarrah representa a materialidade da ocupação: foi ali que sua família viveu a experiência traumática de ter metade da casa invadida e ocupada por colonos, em 2009. O bairro simboliza a continuidade da Nakba, conectando o deslocamento original de sua avó em Haifa, em 1948, à luta atual contra as ordens de despejo emitidas por tribunais israelenses.



Com prefácio da renomada poeta aja monet, o livro traça paralelos poderosos entre a violência em Jerusalém e a repressão policial em periferias do Sul Global, evocando pensadores como Frantz Fanon, Audre Lorde e Aimé Césaire. Para monet, a poesia de El-Kurd é "um lar que nos foi devolvido".





"Explorando a performatividade da letra na página, o poeta não só produz um documento histórico sobre um dos casos mais extremos de violação continuada dos direitos humanos, como o faz a partir do poético, compondo imagens avassaladoras que tornam a própria linguagem um campo de disputa."

Luiza Romão (no texto de orelha de Rifqa)

GENRE
Fiction & Literature
RELEASED
2026
10 February
LANGUAGE
PT
Portuguese
LENGTH
120
Pages
PUBLISHER
Editora Tabla
PROVIDER INFO
Bookwire Brazil Distribuicao de Livros Digitais LTDA.
SIZE
1.2
MB
Vítimas Perfeitas - A Condição Palestiniana Vítimas Perfeitas - A Condição Palestiniana
2026
Vítimas perfeitas e a política do apelo Vítimas perfeitas e a política do apelo
2025
Víctimas perfectas y la política del encanto Víctimas perfectas y la política del encanto
2025
Perfect Victims Perfect Victims
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