do Templo a Cristo!
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Publisher Description
Em 1688, já no fim da vida, John Bunyan entrou no templo de Salomão com a Bíblia aberta e saiu de lá com Cristo nas mãos. Do Templo a Cristo! é esse caminho. Peça por peça, do monte onde a casa foi levantada até o lugar mais santo, Bunyan mostra que nada ali era enfeite, e que cada coisa ensinava os pais e ainda ensina os filhos.
Ele mesmo explica o que fez. Tratou de cada coisa separadamente, até o número de setenta, pois cria que nenhuma delas deixava de ter seu sentido e, portanto, algo proveitoso para sabermos. E avisa com franqueza que não pescou estas coisas nas águas de outros homens. Sua Bíblia e sua Concordância eram toda a biblioteca de que se servia.
Antes de entrar na casa, Bunyan lembra que toda a terra de Canaã servia de figura ao povo antigo. A terra era tipo do céu, e a passagem pelo Jordão, uma semelhança de nossa ida ao céu pela morte. Lembra também que o plano do templo não saiu da cabeça do mais sábio dos homens. Deus o deu a Davi, Davi o entregou por escrito a Salomão, e Salomão levantou a casa sem se afastar dele. Se Deus foi tão cuidadoso com as sombras, pergunta Bunyan, como admitiria agora o engenho dos homens nas coisas do céu, das quais aquelas eram apenas sombra?
O leitor começa no monte Moriá, onde Abraão ofereceu Isaque e onde Davi viu o anjo deter a espada, e ali aprende que o monte era tipo do Filho de Deus, a rocha contra a qual as portas do inferno não podem prevalecer. Conhece Salomão, homem de paz no nome e no governo, que levantou a casa segundo o modelo que Deus dera a Davi, sem acrescentar nada da sua sabedoria. Passa pelas pedras e pelas madeiras, pelo fundamento, pelos pátios e pelo altar de bronze.
Depois vêm as colunas com suas coroas, as romãs, os lírios e as correntes, a varanda, a entrada chamada Formosa, os porteiros que vigiavam cada porta, as portas e suas folhas, as janelas e as câmaras. Vem o mar derretido apoiado sobre doze bois de bronze, as pias, as mesas, os candelabros e suas luzes, o pão da presença, as tenazes de ouro, o altar da queima doce, as colheres, as tigelas e as taças, e até os cantores do templo.
Por fim o leitor chega ao Santo dos Santos. O véu, diz Bunyan, era figura dos céus pelos quais Cristo passou para interceder por nós, e que ainda o encobrem de nossa vista. Ali estão a arca da aliança, diante da qual caíram os muros de Jericó e caiu dagon, o trono de paz, os querubins, as figuras nas paredes e o grande sacerdote, feito não segundo a lei de um mandamento da carne, mas segundo o poder de uma vida para sempre.
Bunyan não escreve para enfeitar a fé com sombras. Ao contrário, adverte que ninguém deve tirar da imaginação figuras para adorar a Deus, pois uma coisa foi o que Deus ordenou ao seu povo antigo e outra o que os homens inventaram sem mandamento seu. O que ele busca é mostrar como o Antigo e o Novo Testamento eram uma só coisa quanto à adoração em espírito. O antigo estava coberto de sombras, e o nosso se apresenta de face mais descoberta.
Esta tradução e esta edição são da S. Oren Editora, feitas a partir do original de 1824, impresso em Wethersfield, Connecticut. Os versículos seguem a Dabar Yahweh Elohim Yisrael, traduzida diretamente do hebraico e do grego pela casa. A leitura é acompanhada por gravuras de antigos mestres e de edições clássicas, de Albrecht Dürer e Hans Holbein a Rembrandt, Loutherbourg, Gustave Doré e Charles Chipiez.
Assim vedes algo do pouco que encontrei no templo de Deus, escreveu Bunyan no fim. É pouco aos olhos dele, mas basta para que o leitor não olhe mais para o templo como pedra e ouro, e sim como a casa que apontava para Cristo.
Lê devagar.
Cada peça do templo aponta para Cristo.