A Bela Madame Vargas
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Descripción editorial
“A Bela Madame Vargas” é uma peça teatral em três atos escrita por João do Rio, lançada em 1912, que retrata a vida social no Rio de Janeiro no início do século XX, com uma forte influência da cultura francesa. A obra se destaca por explorar temas como a futilidade das convenções sociais, a hipocrisia e os arranjos matrimoniais da época, tudo isso sob o olhar crítico de João do Rio, um observador aguçado da sociedade carioca.
A peça foca na vida de Madame Hortência Vargas, uma mulher da alta sociedade que, embora casada, vive uma vida cheia de amores e intrigas. A trama gira em torno das relações amorosas e sociais dela, revelando uma crítica velada à superficialidade e às aparências que a sociedade valoriza. João do Rio utiliza personagens que representam diferentes estereótipos da elite brasileira da época, mostrando como a modernidade e a influência europeia moldavam os costumes locais, frequentemente em detrimento da autenticidade e da identidade nacional.
“A Bela Madame Vargas” é significativa não apenas por sua análise social, mas também por ser uma das primeiras tentativas brasileiras de teatro moderno, influenciado pelo realismo europeu. A peça permanece relevante para estudiosos e amantes da literatura e da história cultural brasileira por oferecer uma janela para o passado, refletindo sobre temas que, em essência, continuam atuais, como a busca pela autenticidade em tempos de globalização e a crítica às convenções sociais que privilegiam aparências sobre a substância.