Só
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Em terras de Borba, com torres e pontes.
Português antigo, do tempo da guerra,
Levou-o o Destino pra longe da terra.
Passaram os anos, a Borba voltou,
Que linda menina que, um dia, encontrou !
Que linhas fidalgas e que olhos castanhos !
E, um dia, na Igreja correram os banhos.
Mais tarde, debaixo dum signo mofino,
Pela lua-nova, nasceu um menino.
Õ mães dos Poetas ! sorrindo em seu quarto,
Que são virgens antes e depois do parto !
Num berço de prata, dormia deitado,
Três moiras vieram dizer-lhe o seu fado
( E abria o menino seus olhos tão doces ) :
« Serás um Príncipe ! mas antes ... não fosses. »
Sucede, no entanto, que o Outono veio
E, um dia, ela resolve ir dar um passeio.
Calçou as sandálias, toucou-se de flores,