Annie John
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- $11.99
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Publisher Description
A obra-prima de uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas das últimas décadas, até agora inédita em Portugal.
Autora vencedora dos prémios:
Guggenheim Award for Fiction | Prix Femina Etranger
Royal Society of Literature | Paris Review Hadada Prize
Declinando um tema universal — a perda da infância —, este romance conta a assombrosa história de Annie, uma protagonista de inesquecível rebeldia que fez nascer uma voz literária incontornável.
Filha única adorada, Annie vive uma infância idílica numa ilha do Caribe. O centro do seu pequeno mundo é a mãe, presença poderosa e benigna, de quem é inseparável. Mas, como em todos os paraísos, há uma serpente à espreita. Quando faz doze anos, tudo muda: questiona o seu pequeno universo insular; revolta-se na escola; mantém intensas amizades com outras raparigas; e a relação simbiótica com a mãe transfigura-se em tensão e rivalidade.
O desvio na rota prossegue: Annie resiste ao casamento como destino inevitável; teme o futuro na ilha; cai sem remédio na melancolia do espírito. Quando chegam ao fim os anos de escola, Annie decide abandonar a ilha e a família. Nesta viagem sem retorno, leva consigo o luto pelo amor da mãe e pela própria inocência.
Com notável mestria literária, Jamaica Kincaid exibe aqui a sua voz encantatória e pungente, irónica e inconformista. Uma narrativa que desata o nó dos complexos laços maternos e abre caminho a todas as descobertas.
«Kincaid tem uma obra sólida sobre a relação entre autobiografia e colonialismo, o feminino, o imaginário do Caribe. É um lamento, é raiva e quase uma oração.»
Isabel Lucas, Ípsilon
Os elogios da crítica:
«Se por um lado Annie John encaixa perfeitamente na estrutura clássica do bildungsroman, reduzir este livro a uma mera variação desse arquétipo narrativo seria de uma injustiça flagrante, porque a sua riqueza literária [...] está na forma como nos transporta, de forma não linear, para as exultações, agruras e angústias do crescimento psicológico. [...] Memórias que oscilam entre a luz forte da felicidade e a treva das dúvidas juvenis, num registo de grande fluência rítima e delicado lirismo, muito bem captado pela excelente tradução de Alda Rodrigues.»
José Mário Silva, Expresso
«A essência do que Jamaica Kincaid escreve tem a ver com a essência do humano: o amor, a morte, a relação mãe-filha, a religiosidade que, no mundo de onde ela vem anda a par com aquilo que muito facilmente se designa de realismo mágico; a depressão juvenil, a recusa de um destino predeterminado. E isso tudo numa linguagem em que cada palavra parece escolhida para conter o seu contrário ou levar à percepção de que essa palavra não é límpida. É mais como uma água ondulante, ou turva, ou profunda, que pode levar à perdição.»
Isabel Lucas, Público
«Na pequenez de uma casa, atinge-se o universal: a relação entre mães e filhas, desde o ponto de totalização do amor e da segurança à ideia de falência; a transformação do imutável no mutável e o inevitável sabor a traição inerente; a crueldade da efemeridade das certezas, a pressão social para afunilar as vidas; a recusa de encaixar num futuro planeado por outros. Com isso, é a perda da infância que estrutura o romance: a figura central da mãe deixa de ser benigna e o paraíso do Caribe vai ficando cada vez mais denso e repressivo.»
Ana Bárbara Pedrosa, Observador
«Jamaica Kincaid reuniu um conjunto de valiosas intuições sobre a complexa relação entre mães e filhas, neste breve romance de histórias interligadas.»
The New York Times